A reportagem deve começar a ser escrita antes do desastre

30 jul

Texto: Rafael Carneiro da Cunha (2º ano – PUC-SP) / Foto: Germano Assad

Palestrante Italo Nogueira

Palestrante Italo Nogueira relata suas experiências com desastres naturais

Soterramento de hotel em Angra dos Reis, janeiro de 2010. Deslizamentos de terra em Niterói, abril de 2010. Desastres naturais que estamparam as capas dos jornais no primeiro semestre deste ano, fenômenos que podem voltar a ocorrer quando o próximo temporal inundar as cidades. Para transmitir a informação à sociedade entra o trabalho do jornalista, que em situações como estas deve estar preparado e ser muito cauteloso.

Italo Nogueira, repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Folha de S.Paulo é um desses profissionais especializados que trabalham na cobertura de desastres naturais. Ele esteve presente no 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo e contou suas experiências na cobertura dos desastres ocorridos na Baixada Fluminense, em Angra dos Reis, Niterói e na cidade do Rio.

“Uma matéria desse tipo começa a ser escrita meses antes de o desastre acontecer. É importante conhecer a história do local. Em caso de chuvas, por exemplo, você já pode ter em mãos um mapeamento das áreas de risco, o projeto de prevenção de deslizamento da área e até entrevistas com moradores do local”, explica.

Nogueira acredita que com esses dados em mãos, o jornalista está pronto para fazer uma reportagem de uma tragédia ambiental. Ele ainda alertou para alguns empecilhos que o profissional pode encontrar como as famílias abaladas que não querem dar entrevista e a dificuldade de não se envolver com a situação.

O jornalista da Folha ainda apresentou alguns de seus trabalhos. Um deles chamou a atenção do público por ser uma reportagem que fugia um pouco aos padrões do jornalismo tradicional. “Escrevi essa matéria no caso de Angra. No primeiro dia dei a notícia com informações objetivas do fato, assim como os outros veículos de comunicação. Para não repetir o que tinha dito nos dias anteriores, escrevi no terceiro dia sobre um poema que foi encontrado enquanto eram feitas as escavações”, lembra.

Cobertura de desastres naturais: chuvas, enchentes e deslizamentos

Italo Nogueira italo.nogueira@grupofolha.com.br

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da UNESCO e da OBORÉ.
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