Economia no período de democratização

30 jul

Texto: Marjorie Niele  (2˚ ano – Faculdades Integradas Rio Branco)

A economia utiliza mecanismos das ciências exatas, mas ela é ciência humana e lida com fatores humanos, às vezes nada racionais, diz Sergio Leo, do Valor Econômico, para desmistificar um pouco o que os economistas tentam nos vender: que a economia é uma ciência exata.

Nas últimas décadas, os jornalistas tiveram experiências revolucionárias a cada governo. Durante a ditadura, todos eram heterodoxos e as pessoas aceitavam com muita facilidade as ideias econômicas que vinham ao encontro dos slogans, como “Arroz, feijão e educação” e “Aumento do salário mínimo”.

O pensamento que predominava então era que o controle fiscal não era importante. A esquerda acreditava que essa política não  resolveria a situação. Havia uma carência enorme de educação e saúde, o que demandava gastos públicos. E como a maioria  dos jornalistas tinha um histórico de luta contra a ditadura, houve ali um grande consenso jornalístico em torno desses planos heterodoxos.

Segundo o palestrante Sergio Leo, grande parte dos jornalistas econômicos são ortodoxos de fé. E os que não eram, passaram a ser quando o presidente Lula manteve alguns parâmetros importantes herdados de Fernando Henrique Cardoso. Muitos dos preceitos ortodoxos se mostraram válidos: “O próprio Lula diz que isso vale para o orçamento da casa dele, você não pode gastar mais do que você ganha ”complementa Alon Feuerwerker,  colunista do Correio Braziliense e diretor da Abraji.

Hoje em dia, mesmo o jornalista que cobre economia conhece pouco do assunto. Os palestrantes apostam que o profissional deve investir em conhecimento na área em que atua em vez de se orgulhar de ser um generalista. Mas, apesar da crítica, Sergio Leo vê uma melhora na cobertura de assuntos econômicos no Brasil.

Clique no nome da palestra para fazer o download da apresentação, e no nome do(s) palestrante(s) para visualizar o(s) currículo(s):

Os humores da cobertura econômica – entre a crise e o otimismo exagerado

Sérgio Leo

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da UNESCO e da OBORÉ.
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