O tempo das mídias sociais

30 jul

Texto e foto: Alexandre Dall’Ara (2˚ ano – ECA-USP)

Palestrante Marcelo Tas

Palestrante Marcelo Tas

“Você é ‘obrigado’, como jornalista, a tomar conhecimento, ter curiosidade, não rejeitar [as redes sociais]”. É o que concordaram os palestrantes Marcelo Tas e Maurício Stycer na mesa do 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

A palestra destacou principalmente o Twitter como instrumento de grande destaque para o jornalismo.  A ferramenta pode ser muito eficaz em gerar debates públicos, como lembrou Stycer sobre o caso da polêmica em torno de declarações de Danilo Gentili, consideradas preconceituosos. A polêmica levou o próprio comediante a questionar sobre o politicamente correto no humor e sobre o racismo na sociedade, trazendo esses temas ao debate público.

O microblog também pode pautar o jornalismo. Muitas informações e furos são dados na rede, em alguns casos pelas próprias fontes. Maurício cita uma reportagem que fez ao constatar a grande repercussão dos tweets postados pelos integrantes do CQC – programa da TV Bandeirantes apresentado por Marcelo Tas. Em 2009, entre as 10 pessoas com mais seguidores, quatro eram integrantes do CQC.

“O furo acabou e nem virou manchete”

A frase do jornalista Xico Sá, lembrada por Tas, se torna exemplar com a rede. O caso da seleção Holandesa, que divulgou sua escalação na copa antes dos jornalistas e da FIFA, evidencia isso. A corrida pelo “furo” se torna a corrida pelo retuitar, e portanto, perde importância. Nas palavras do apresentador do CQC: “dar ‘gostosinho’´ traduz o q o leitor quer . Não importa quem deu 1º mas sim quem deu melhor”

Maurício enfatiza seu esforço em ir além da cobertura em tempo real. “Para o profissional que já tem cabelo branco é difícil se acostumar com a idéia de que acabou o evento, o jogo, seu trabalho some”. Por isso ele destacou seu trabalho em consolidar essa cobertura, fazendo textos para blogs ou portais.

Entretanto, o profissional não deve se prender a esses meios digitais e cair em obviedades. “Eu creio que o grande desafio do jornalismo é publicar coisas que não estão no Google”, provoca Tas. E lembra que o twitter não reflete o que pensa a media dos brasileiros, ele não reflete a opinião do telespectador de TV, por exemplo. Ele serve como um termômetro do que se pensa no momento, em um universo restrito.

Clique no nome da palestra para fazer o download da apresentação, e no nome do(s) palestrante(s) para visualizar o(s) currículo(s):

As redes sociais no jornalismo

Marcelo Tasrede@marcelotas.com.br

Maurício Stycermstycer@uol.com.br

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da UNESCO e da OBORÉ.
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