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O desafio de formar um banco de dados

30 jul

Texto: Marjorie Niele (2º ano – Faculdades Integradas Rio Branco/ Fotos: Germano Assad)

Palestrante Fabio Angélico

Palestrante Fabiano Angélico

O banco de dados não é tradicionalmente uma ferramenta utilizada pelos jornalistas e se tornou um grande desafio para o profissional. Seu uso tem se mostrado importante para criação de   matérias diferenciadas.

A palestra de técnicas para organizar um banco de dados do 5º Congresso da Abraji se inicia com “Bom dia! Pensei que estaríamos sozinhos”, brincadeira feita pelos dois palestrantes que dizem ter subestimado lotação da sala  devido à complexidade do tema.  Profissionais  presentes disseram  ter dificuldades em organizar as informações obtidas.

O objetivo é obter pautas exclusivas e fugir do declaratório. “Se o jornalismo tem uma função, é fazer as pessoas terem informações relevantes”, diz Fabiano Angélico, da Transparência Brasil, e um dos palestrantes da mesa “Técnicas para organizar um banco de dados”.

Cid Martins, da Rádio Gaúcha, falou sobre a importância do banco de dados e do trabalho em equipe. E que todos os profissionais devem criar  um banco de dados. Segundo ele, apesar do desafio, esse método de pesquisa faz com que o número de pautas aumente. Além disso, reduz os erros de abordagens: “há muitas matérias com informações incorretas que podem ser checadas”, diz o jornalista.

Palestrante Cid Martins

Palestrante Cid Martins

O estudante Pedro Moreira, 27, disse que achou a palestra muito interessante e se impressionou com as possibilidades proporcionadas pelo banco de dados.

Clique no nome da palestra para fazer o download da apresentação, e no nome do(s) palestrante(s) para visualizar o(s) currículo(s):

Técnicas para organizar um banco de dados

Cid Martins

Fabiano Angélico

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism, da UNESCO e da OBORÉ.
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Congresso recebe número recorde de participantes

29 jul

Promovido pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), o 5º Congresso de Jornalismo Investigativo é um dos maiores encontros brasileiros entre os profissionais da área. É uma grande oportunidade para troca de informações e experiências entre países diferentes, além de ser um espaço de formação para os estudantes, que somam quase 60% do total de inscritos. O jornalista Fernando Rodrigues, presidente da associação, acredita que a grande participação de estudantes demonstra o interesse pelo ensino de técnicas e de boas histórias contadas no Congresso.

Nos corredores, é possível encontrar as principais personalidades do jornalismo no Brasil e exterior. Profissionais que construíram suas carreiras por meio da investigação séria e aprofundada e inovaram ao incorporar as novas mídias na rotina de apuração. Segundo Rodrigues, os palestrantes foram escolhidos pela excelência do trabalho que desenvolvem. Destaca a participação de Aron Pilhofer, do New York Times, que tem trabalhado utilizando uma técnica ainda pouco difundida no meio jornalístico, o data-driven journalism, um banco de dados virtual com múltiplas opções de consulta.

Com 500 inscrições pela internet, a Abraji espera aproximadamente 600 participantes nos três dias do evento. É o maior número de inscritos desde a primeira edição do congresso, em 2005. Serão mais de 100 palestrantes, do Brasil, Reino Unidos, dos Estados Unidos, Espanha, México, Paraguai e Argentina, Quênia, que ministrarão 54 palestras e 18 cursos. Do Brasil virão jornalistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Ceará, Brasília e Amazonas.

Um trabalho que exigiu pelo menos um ano de planejamento e organização. A parceria e o apoio de instituições possibilitou que a Abraji – uma organização sem fins lucrativos – trouxesse estes palestrantes. Além da co-realizadora Universidade Anhembi- Morumbi, que disponibilizará seu campus, o congresso conta com o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism e da Unesco e o patrocínio de Claro e Tetrapak.

Além de convidar os palestrantes e organizar os horários e as mesas, a Abraji preparou a infra-estrutura para receber os participantes. O site disponibilizou hotéis com preços variados e próximos ao local do congresso, na Vila Olímpia. “A Abraji tem como objetivo melhorar a prática do jornalismo no Brasil, sendo o treinamento sua principal forma de atuação”, comenta Guilherme Alpendre, jornalista que atua na organização do evento. Ele acredita que hoje, o Congresso internacional de jornalismo investigativo seja o mais importante encontro de jornalistas feito para jornalistas do Brasil, e uma oportunidade rara para profissionais se aprimorarem dentro de sua área e trocarem experiências com jornalistas de outros veículos.