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A difícil tarefa de cobrir o mundo

31 jul

Texto: Eduardo S. Nascimento e Wilheim Rodrigues (2˚ ano – ECA-USP)/ Foto: Alexandre Dall’Ara

Mario Cesar Carvalho, Lowell Bergman e Gavin MacFadyen

De corrupção a segredos de guerra, a cobertura de práticas ilegais que extrapolam as fronteiras é dificultada por interesses políticos e econômicos, pois trata sempre de grandes quantias de dinheiro e personagens poderosos. A própria legislação internacional sobre alguns crimes, como o suborno, é recente e pouco aplicada. O Brasil frequentemente é palco de atos impensáveis em outros países e não costuma punir seus culpados.

Para Mario Cesar Carvalho, um dos principais entraves na investigação de crimes transnacionais é a falta de autonomia dos repórteres: “Nosso jornalismo é vergonhosamente dependente da polícia”. Tal limitação, característica de tradições provincianas, atrapalha nossa capacidade de entender o cenário internacional no qual os crimes brasileiros estão inseridos. Além disso, Mario Cesar Carvalho destacou que “a legislação brasileira é extremamente permissiva e desatualizada”.

O jornalista citou como exemplo o caso de Edemar Cid Ferreira, ex-dono do Banco Santos. Após descobrir que a situação financeira da empresa estava se deteriorando, o Bando Central (BC) afastou o banqueiro e nomeou Vanio César Aguiar como interventor – o que não evitou a falência do banco e um rombo de mais de R$ 1 bilhão aos seus clientes. Paradoxalmente, enquanto o banco quebrava, Edemar Cid Ferreira aumentava seus gastos impunemente:  “Aqui o BC controla o banco, mas não o banqueiro”, explica Mario Cesar.

Em sua fala, Lowell Bergman abordou principalmente o papel da corrupção no crime organizado internacional. Segundo o jornalista, até 1977 era legal, em qualquer país, subornar funcionários de governos estrangeiros para facilitar negociações: “É uma atividade que a a maioria das grandes corporações realizava”. A situação nos EUA só mudou após o escândalo de Watergate.

Na época, as empresas admitiram ter dado milhões de dólares para financiar a reeleição do presidente Nixon. A polícia descobriu que o dinheiro vinha de paraísos fiscais e tais contas eram previamente usadas para depositar dinheiro do crime organizado norte-americano. Ao investi-lo na campanha, as empresas afirmaram “estar apenas ‘repatriando’ parte do dinheiro”.

Essa lei existia apenas nos EUA até 12 anos atrás, quando a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) criou um pacto chamado “Tratado Anti-Corrupção”. A partir de então, tais países estariam compreendendo, cada vez melhor, que esse tipo de crime está desestabilizando a economia mundial: “o [presidente] Obama, os presidentes e primeiro-ministros da Europa, todos agora estão sendo extremamente rígidos com os chamados sonegadores fiscais”.

Gavin MacFadyen fala do potencial da união de empresas jornalísticas. Como afirmou Lowell, “os meios de comunicação estão começando a colaborar entre si e a produzir conteúdos juntos”, e o exemplo com maior êxito até agora foi o Wikileaks. O site é fruto da cooperação anônima entre pessoas do mundo inteiro: “Eles construíram esta rede de hackers, no mundo inteiro, que luta pela livre expressão, pela imprensa livre”.

O Wikileaks recebeu, apenas em seus primeiros 18 meses de existência, 1,4 milhão de documentos e agora a cifra já passa de 2 milhões. Em abril, foi liberado um vídeo de soldados norte-americanos executando afegãos e rindo da cena. Depois disso, alguém de dentro do Exército norte-americano enviou dezenas de milhares de documentos sobre a atuação dos EUA na guerra do Afeganistão e o governo já apresentou pedido formal para que o site pare de publicá-los.

Clique no nome da palestra para fazer o download da apresentação, e no nome do(s) palestrante(s) para visualizar o(s) currículo(s):

Crime trasnacional

Lowell Bergman

Mario Cesar Carvalhomario.carvalho@grupofolha.com.br

Fernando Rodriguesfrodriguesbsb@uol.com.br

Gavin MacFadyengavin@tcij.org

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da UNESCO e da OBORÉ.
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Jornalismo investigativo abre mão do glamour da TV

31 jul

Texto: Ana Krepp (3˚ ano – Mackenzie) e Mariana Queen (2˚ ano – ECA-USP)

A presença de palco de Eduardo Faustini e de seu colega de Rede Globo, Tyndaro Menezes, dominou a cena e fez a sala 714 pequena para as histórias de reportagens investigativas protagonizadas pelos dois ao longo de seus mais de quinze anos de atuação nessa área. “Ideal seria o auditório”, deixou escapar uma moça ao final da palestra. Seria mesmo.

As emissoras investem na segurança dos jornalistas, disponibilizam carro blindado, colete à prova de balas e tudo o que é necessário para garantir a vida de seus profissionais. Mas no dia 2 de junho de 2002 todo esse aparato não foi suficiente para salvar o jornalista Tim Lopes de uma morte trágica que mudou os rumos do jornalismo investigativo.

Na presença do filho de Tim Lopes, o também jornalista Bruno Nascimento, Faustini e Menezes lembraram emocionados a comoção pela morte do companheiro, o reconhecimento do trabalho de investigação pelos telespectadores e o movimento de união da imprensa que resultou no surgimento da ABRAJI: “Quando todo mundo achou que com a morte do Tim ia acabar o jornalismo investigativo, aconteceu o contrário: surgiu a ABRAJI, uma associação forte e inédita de jornalismo investigativo no Brasil”.

Os moldes da reportagem para TV sempre tiveram ares glamourosos, mas esse glamour não chega aos repórteres investigativos, que têm de esconder suas identidades ao ponto de não poderem comparecer a confraternizações e muito menos a premiações que reconhecem seus méritos.

Os jornalistas que optam por essa área em geral são homens; muitas mulheres não se arriscam às exposições e perigos diários. Faustini e Menezes arriscam não só a própria vida, mas também as de seus familiares, que já chegaram a receber ameaças de pessoas que foram denunciadas em reportagens investigativas.

E pra quem acha que o jornalismo investigativo está logo na esquina saindo da faculdade, Faustini dá a dica: “o jornalismo investigativo tem que estar no sangue, tem que te dar tesão pra você aprender na rua, porque a faculdade não forma um jornalista investigativo, forma apenas um jornalista”.

Filho de Tim Lopes emociona jornalistas e marca palestra com momento histórico

Bruno Lopes participa da palestra

Bruno Lopes participa da palestra

Em um momento emocionante, o público pôde testemunhar o encontro de Bruno Quintela do Nascimento (TV Globo), filho de Tim Lopes, com os palestrantes da mesa Investigação em TV, seus parceiros de emissora,
Eduardo Faustino e Tyndaro  Menezes.

Na hora do encontro, Faustino se retirou da sala por não conter as lágrimas. Não era para menos: o jornalista trabalhou ao lado de Tim Lopes durante 10 anos. Ele destacou a importância do profissional para a criação da ABRAJI e para o  reconhecimento do  jornalismo investigativo no Brasil.

Bruno Nascimento deixou ao público uma mensagem sobre o uso das micro-câmeras, destacando que a habilidade para saber usá-las começa nas simples conversas e abordagens que fazemos com as pessoas no dia-a-dia. Ele trabalha há 6 anos na TV Globo atuando na área consagrada pelo pai. Sobre a responsabilidade (ou peso) de ser filho de Tim Lopes, Bruno conta que onde trabalha poucos sabem de seu parentesco ou não fazem essa ligação. “Não uso o sobrenome Lopes, as pessoas não associam, além de que meu pai tinha o jeito dele de trabalhar e eu tenho o meu. Queria muito ter tido a chance de trocar uma idéia com ele sobre a nossa profissão”, conta.

Pela primeira vez no Congresso, o jornalista também mencionou a grandiosidade do evento organizado pela ABRAJI e, quando questionado, confessou que gostaria de fazer uma palestra em outra edição falando sobre suas experiências. “Seria uma honra, mas ainda tenho muito que aprender”, completa.

Clique no nome da palestra para fazer o download da apresentação, e no nome do(s) palestrante(s) para visualizar o(s) currículo(s):

Investigação em TV

Eduardo Faustini – faustini@tvglobo.com.br

Tyndaro Menezes

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da UNESCO e da OBORÉ.

Perfil é voltar a contar histórias

30 jul

Texto: Ana Krepp (3º ano Mackenzie)

Um congresso de jornalismo investigativo dá a impressão de que somente serão abordados temas referentes à política e sua corrupção de praxe. Talvez te venha alguma outra coisa à cabeça, mas “Como fazer perfis” não virá, certamente.

Sérgio Vilas Boas abre sua palestra lembrando que qualquer maneira de apurar é investigação e que, portanto, o perfil é, também, desde que bem apurado e tudo o mais que a teoria do jornalismo pede, investigação.

O Perfil é sempre e basicamente sobre um indivíduo, não sobre empresas, grupos, animais. Indivíduo, sempre. E difere da biografia por se realizar em um período independente de duração, e não da vida inteira de uma pessoa. Outra diferença é que o perfil é preferencialmente sobre vivos, enquanto que a biografia é escrita, na maioria das vezes, sobre personagens que já morreram.

No processo de apuração e escrita de perfis, a relação entre o escritor e o perfilado é fundamental. Devem-se levar em conta a importância do perfilado, sua essência, o momento, suas opiniões, os episódios de sua vida e também as percepções do próprio escritor que o acompanhou.

O risco é, e sempre é, o de se deixar enganar por personagens que o perfilado faça questão de sustentar o tempo inteiro. No caso de figuras famosas, o risco é maior, a imagem está sempre ligada a uma publicidade real ou em potencial.

A história dos perfis no Brasil é escrita, literalmente, por grandes autores: José Hamilton Ribeiro, Narciso Kalili, Roberto Freire, Luiz Fernando Mercadante e Marcos Faerman.

O palestrante tem, entre seus livros publicados, títulos ligados à arte de escrever sobre outras pessoas: “Biografias e Biógrafos”, “Biografismo” e “Perfis e como escrevê-los”.

Clique no nome da palestra para fazer o download da apresentação, e no nome do(s) palestrante(s) para visualizar o(s) currículo(s):

Como fazer perfis

Sérgio Vilas-Boas contato@sergiovilasboas.com.br

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da UNESCO e da OBORÉ.

O desafio de lidar com traumas em coberturas de violência

30 jul

Texto: Wilheim Rodrigues – (2º ano ECA-USP)/ Foto: Germano Assad

Palestrantes Bruce Shapiro e Guilherme Portanova

Palestrantes Bruce Shapiro e Guilherme Portanova

“Eu estava na padaria quando fui capturado. Tudo aconteceu ao longo de 42 horas, 3 cativeiros e duas horas e meia de negociação”, recordou o jornalista investigativo Guilherme Portanova. Sua fala fez parte da palestra intitulada Como lidar com experiências traumáticas em coberturas de violência, da qual também participaram Marcelo Moreira, vice-presidente da Abraji, e Bruce Shapiro, diretor-executivo do Dart Center for Journalism and Trauma nos Estados Unidos.

Portanova foi sequestrado em 12 de agosto de 2006 em ação atribuída à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e mantido em cativeiro até que a Rede Globo de televisão aceitasse exibir uma gravação dos criminosos com demandas e denúncias de abusos no sistema penitenciário. O repórter afirma que o mais importante ao negociar sua libertação foi conhecer os próprios limites: “Quando se está diante da morte você descobre as coisas com as quais não pode lidar. Aceitaria morrer, mas não suportaria sofrer violência sexual ou ter uma morte lenta”. Com tal concepção em mente, Portanova procurou manter-se calmo e  negociou com seus sequestradores a própria libertação. Pediu, no entanto, para “morrer com um capuz e uma bala na cabeça” caso as negociações falhassem.

Ao ouvir os relatos de Portanova, o norte-americano Shapiro disse: “Entendo pelo que você  passou, Guilherme. Enquanto cobria ao vivo protestos sobre a pena de morte, eu fui esfaqueado por um homem descontrolado”. Shapiro começou a estudar a Síndrome do Estresse Pós Traumático (PTSD, em inglês) por causa de incidentes dessa natureza. Junto com psicólogos e psiquiatras, decidiu ajudar profissionais que sofreram violência a superar o ocorrido e retomar suas atividades habituais: “É comum que as vítimas queiram se isolar, fiquem nervosas e mudem abruptamente. A violência transforma as pessoas. Precisamos de auxílio para superar isso”, disse.

“Mas por que mesmo os jornalistas que não sofreram diretamente devem discutir traumas? É simples. Porque queremos entender as vítimas que estamos reportando”, afirma Shapiro. Ele acredita que a melhor maneira de produzir conteúdos jornalísticos eficientes e superar traumas pessoais é entender como as vítimas se sentem, ser resilientes, ou seja, superar as adversidades e vencer os desafios de coberturas de risco. “Não podemos pensar que jornalismo ‘é assim mesmo’ e estamos perdidos. Temos de admitir nossos limites e lutar para sermos pessoas e profissionais melhores, convencendo as empresas de comunicação a entrar no debate”.

Nesse momento, o mediador Marcelo Moreira retomou a discussão da experiência de Portanova. “É importante compreender que existiu uma situação inédita para a Rede Globo. Havia a necessidade de proteger o jornalista sem causar danos à sociedade e foram consultados especialistas no mundo inteiro antes de se tomar uma decisão”, afirma.

Perguntas da plateia

Uma das questões trazidas pelos presentes foi sobre como o jornalista deve agir ao entrevistar vítimas de tragédias. Shapiro respondeu: “Como você desejaria que sua irmã fosse entrevistada? É assim que deve agir”.

Outra pergunta envolvia limites, até  onde o estresse é responsável por atrapalhar a produção de um repórter. Também foi Shapiro que respondeu: “Especialistas diferenciam o estresse comum do estresse extraordinário. Esse último é o que nos preocupa e pode impedir grandes jornalistas de continuarem trabalhar”.

Clique no nome da palestra para fazer o download da apresentação, e no nome dos palestrantes para visualizar os currículos:

Como lidar com experiências traumáticas em coberturas de violência

Guilherme Portanovaguilherme.portanova@tvglobo.com.br

Bruce Shapirobruce.shapiro@dartcenter.org

Marcelo Moreiramarcelo.moreira@tvglobo.com.br

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da UNESCO e da OBORÉ.

“Não existe jornalismo ambiental”

30 jul

Texto: Rafael Balago (4º ano – Mackenzie) e Ana Krepp (3º ano – Mackenzie)

A cobertura de temas ambientais não deve ser rotulada numa editoria, pois seus acontecimentos não estão isolados, e influem muito em todos os outros assuntos do jornal. Essa foi a principal mensagem do debate Como transformar a cobertura ambiental em um tema interessante ao grande público, que contou com as presenças de André Trigueiro e Daniela Chiaretti, e mediação de Marcelo Moreira, vice-presidente da Abraji e editor do RJTV, da TV Globo. “Jornalismo é contar histórias, você está falando de projetos de civilização, e de quanto podemos mudar a realidade”, definiu Trigueiro.

Assim, a saída é sempre destacar a importância que o fato representa: mesmo ligado ao ambiente, o acontecimento “ambiental” tem profundas consequências econômicas, políticas e para o dia-a-dia.  Trigueiro lembrou que matérias focadas no “Não faça” são chatas e não despertam a atenção do leitor. A saída é mostrar direto as consequências. “Ao jogar lixo na rua, aumenta-se o gasto público com a limpeza, dinheiro que poderia ser investido em melhores salários para médicos e professores.”, deu como exemplo o apresentador da Globo News.

Tanto ele quanto Daniela Chiaretti, repórter do Valor Econômico, contaram as diferenças da cobertura dos temas ligados ao ambiente. “O assunto é mais prazeroso e as fontes, mais confiáveis”, definiu Trigueiro. No entanto, é preciso cuidado. “Muitas vezes, o especialista tem dificuldade para explicar os temas com rapidez para o jornalista. Se você não entendeu, não tenha vergonha de perguntar de novo”, ressaltou.  Na hora de fazer a matéria, é muito importante evitar o didatismo (“não deixar o leitor se sentir burro”) e ter cuidado ao traduzir expressões e conceitos. “No melhor intuito você pode corromper a informação”, alertou o jornalista.

Daniela acredita que, ao tentar tornar mais compreensíveis os temas ambientais, corre-se o risco de optar por termos batidos. A palavra sustentabilidade não lhe agrada. “O conceito é outro, o uso do termo está desgastado “.

A repórter do Valor contou que suas matérias ambientais entram em diversas editorias, de Energia a Agronegócio. Ela destacou que o assunto ambiente costuma gerar imagens muito bonitas, que podem ser usadas para chamar a atenção do leitor, tanto no impresso quanto na TV ou internet.

Como fugir dos bichinhos fofos?

Durante o debate,  uma jornalista na plateia contou que quando leva pautas ambientais ao seu editor, ele pede que a reportagem tenha um ar mais leve, com animais “fofinhos” ou crianças que reciclam o lixo, por exemplo. Os palestrantes sugeriram que nestes casos vale usar argumentação sólida com a chefia, para mostrar a relevância de um  enfoque mais amplo, ou usar a parte dos comentários para passar outras informações que não conseguiram espaço na matéria principal.

Clique no nome da palestra para fazer o download da apresentação, e no nome do(s) palestrante(s) para visualizar o(s) currículo(s):

Como transformar a cobertura ambiental em um tema interessante ao grande público

André Trigueiroandre.trigueiro@tvglobo.com.br

Daniela Chiarettidanichiaretti@uol.com.br

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da Unesco e da Oboré.