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Planejamento de cobertura eleitoral mudou a partir de 89

31 jul

Marcelo Beraba discute a mudança nas campanhas eleitorais desde 89

Texto: Rafael Carneiro da Cunha / Foto: Germano Assad

As eleições de 1989 marcaram não só por ser a primeira votação direta para presidente da República depois da ditadura militar, mas por ser um momento de mudanças nas campanhas eleitorais. Essa mudança foi tema da palestra dada pelo editor-chefe do jornal Estado S.Paulo, Marcelo Beraba, no 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

O jornalista contou o quanto mudou o modo de se fazer campanha eleitoral nas eleições de 1989, principalmente com relação ao marketing eleitoral, muito utilizado pelo candidato que acabou eleito naquele ano: Fernando Collor de Mello. “Marqueteiro hoje tem peso semelhante ao de técnico de futebol. Muitas vezes aparece mais que o jogador”.

Beraba ainda contou que o jornalista passou a acompanhar a construção da campanha, investindo na imagem e na publicidade. Nesse momento, o veículo de comunicação traça os seus objetivos estratégicos, define os recursos que serão utilizados, o modo de cobertura, a administração da verba que será gasta e como trazer para o eleitor a discussão dos programas de cada candidato, o que para ele é a parte mais difícil.

Por fim, ressaltou que fazer cobertura eleitoral requer muito trabalho, pois além dos repórteres que acompanham os candidatos é necessário ter um grupo específico para lidar com as pesquisas eleitorais, outra que fique responsável pela apuração dos dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Além disso, o nosso maior desafio é fazer uma cobertura que não se submeta ao candidato. Por isso, várias vezes desconstruímos a imagem dele”, afirma.

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Planejamento da cobertura eleitoral

Marcelo Beraba

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da UNESCO e da OBORÉ.

A desmistificação da cobertura jornalística em Brasília

31 jul

Texto: Rafael Carneiro da Cunha / Foto: Marjorie Niele

Ao se falar na cobertura da política na capital federal, criam-se muitos mitos entre jornalistas e estudantes de jornalismo. Para desmistificá-los, Kennedy Alencar e Alon Feuerwerker deram uma palestra sobre como é fazer cobertura política em Brasília no 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

Alencar, repórter especial da Folha de S.Paulo e apresentador da Rede TV, contou que a cobertura da política nacional já teve diversos focos dependendo da época – como o viés econômico da década de 80 e do início dos anos 90. Além disso, deu dicas de como se relacionar com a fonte. “A fonte deve ser de confiança. Muitas vezes ela pede anonimato ou fornece informações em off. Isso dá uma segurança a ela”, afirmou.

Palestrante Alon Feuerwerker

Palestrante Alon Feuerwerker

Alon Feuerwerker, colunista do jornal Correio Braziliense também falou da importância de fontes confiáveis para o jornalista e da escolha delas para a reportagem. “Você não pode depender da informação somente de autoridades. É até melhor falar com pessoas que não ocupam um cargos tão alto, pois elas não escondem tanta informação”, disse.

Os dois ainda ressaltaram o problema de que muitos jovens jornalistas que desejam cobrir política querem fazer reportagens de bastidor e investigar esquemas. Eles acreditam que não é só disso que se sustenta o jornalismo político. “Faço uma analogia com o futebol. Não adianta cobrir somente os bastidores e não cobrir o jogo”, disse Feuerwerker.

Clique no nome da palestra para fazer o download da apresentação, e no nome do(s) palestrante(s) para visualizar o(s) currículo(s):

Cobertura política em Brasília

Alon Feuerwerker

Kennedy Alencarkennedy.alencar@grupofolha.com.br

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da UNESCO e da OBORÉ.