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Maior desafio do jornalista é inventar o próprio emprego

31 jul

Texto: Danielle Denny (1º ano – Mackenzie) / Foto: Germano Assad

Jornalista Rosental Calmon Alves

Jornalista Rosental Calmon Alves

A crise de 2008 vem sendo aos poucos superada, contudo persiste uma crise estrutural. A revolução digital possibilita conectividade ubíqua e permanente, com impactos na ordem econômica, social, política e cultural. A mudança dos paradigmas da comunicação é apenas mais um desses aspectos da crise.

O impacto no modelo de negócio das mídias tradicionais é deletério. Afinal, processos revolucionários são caóticos e destrutivos. O antigo rompe mais rápido do que o novo e não é totalmente substituído, surge outra lógica. Leva um tempo para uma linguagem própria ser criada. Haja vista o exemplo do rádio que em seus primórdios era jornal falado.

Junto com as ameaças, surgem também oportunidades. A liberdade criativa é praticamente infinita. O empreendedorismo, louvável. E a oportunidade de compartilhar e participar, inédita.

Um exemplo de sucesso citado por Rosental Calmon Alves (Centro Knight para Jornalismo nas Américas) foi o nascimento de jornalismo sem fins lucrativos, como o realizado pelo jornal Texas Tribune (www.texastribune.org). Um venture capitalist em tecnologia financiou a fundação do jornal com 1 milhão de dólares e levantou mais 3 milhões entre amigos. O jornal contratou os melhores jornalistas pagando salários decentes e hoje em dia é administrado como uma empresa lucrativa. A única diferença é que o jornal não tem dono, então se sobrar recursos reinveste ou aplica. Talvez essa seja uma das possibilidades para o futuro.

Clique no nome da palestra para fazer o download da apresentação, e no nome do(s) palestrante(s) para visualizar o(s) currículo(s):

Ameaças e oportunidades para o jornalismo investigativo na era digital

Rosental Calmon Alves – rosental.alves@austin.utexas.edu

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da UNESCO e da OBORÉ.

Da TV pública ao ProPublica: novos formatos para o jornalismo

31 jul

Texto e Foto: Alexandre Dall’Ara (2˚ ano – ECA-USP)

Palestrantes Américo Martins e Rosental Calmon Alves

Palestrantes Américo Martins e Rosental Calmon Alves

“O jornalismo deixou de ser monopólio dos jornais do modo como os conhecemos”, de acordo com Rosental Calmon Alves, diretor fundador do centro Knight para Jornalismo nas Américas. Outros veículos alternativos vêm surgindo como suporte para o trabalho de investigação jornalística, tão respeitado dentro da profissão.

Esses novos veículos rompem o formato de jornais financiados pela circulação e publicidade e apontam para formas diferentes de captação de recursos. Além de casos exemplares, como o ProPublica, que conta com 10 milhões de dólares por ano, doados pela Sandler Foundation, Rosental cita o Voice of San Diego, criado pela população em resposta aos jornais locais, considerados de baixa qualidade, e financiado basicamente por contribuições mensais de leitores. O jornalista destacou também o Texas Tribune, do qual é conselheiro, e os eventos que são promovidos pelo site como fonte alternativa de arrecadação. O Tribune promove sabatinas com grandes figuras públicas e cobra pela entrada, como forma de gerar renda para sua manutenção. Todas essas iniciativas jornalísticas são enquadradas com non-profit journalism, ou seja, jornalismo sem fins de lucro.

Américo Martins, ex-diretor da BBC, descreveu o modelo da tradicional TV pública britânica, que se assemelha, no entanto, às recentes iniciativas non-profit pelo caráter não comercial. A empresa é financiada a partir de um imposto sobre o sinal de televisão, o Licence Fee. Esses recursos não passam pelo governo e nem sequer a coleta é feita pelo estado. A própria BBC possui um sistema de arrecadação do tributo, que precisa ser renovado a cada 10 anos pelo parlamento do país.

A internet, entretanto, pode ameaçar até a bem sucedida arrecadação da TV britânica. Isso porque a televisão está se tornando obsoleta e é cada vez mais comum que se acesse o conteúdo produzido pela BBC através da internet, de acordo com Rosental. Ele ressaltou ainda que é preciso “o reconhecimento de que estamos vivendo um período caótico de transição”, porque é do caos oriundo da quebra dos antigos modelos que podem surgir respostas e novos modelos para o futuro do mercado.

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Perspectiva internacional da cobertura jornalística investigativa

Rosental Calmon Alves

Américo Martins – am_martins@hotmail.com

O 5º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio de Claro e Tetrapak, o apoio do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, do Knight Center for Journalism in the Americas, do Open Society Institute, da Ogilvy, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo e a parceria do Fórum de Acesso a Informações Públicas, do Centre for Investigative Journalism , da UNESCO e da OBORÉ.